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Marco Inicial: 1189 ou 1198 - Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós.
Língua: português arcaico (origem da literatura portuguesa).
Arte e Literatura: oral (pois os seres eram iletrados).
Artistas: segrel, menestrel e jogral.
Produção Literária: Cantigas Líricas e Cantigas Satíricas.
Teocentrismo: Deus no centro de todas as coisas.
Feudalismo: regime econômico: senhores feudais e vassalos.
Pirâmide Social Básica: Rei, Nobres, Clero e Povo.
As cantigas líricas se subdividem em: cantigas de amor e cantigas de amigo.
Cantigas de Amigo (características):
autoria masculina
eu-lírico feminino ( a mulher sente
saudade do amigo (namorado, amante, marido), que saiu para as Santas Cruzadas e pode não mais voltar.
ambiente rural e popular.
cantada ou recitada em feiras livres.
origem: Península Ibérica.
Cantigas de Amor (características):
autoria masculina.
eu-lírico masculino( o homem sofre por um amor inalcansável - a mulher amada é uma nobre e ele é um vassalo amoroso.
ambiente palaciano.
cantada ou recitada em palácios.
origem: Provença (sul da França).
As cantigas satíricas se subdividem em: cantigas de escárnio e cantigas de maldizer.
Cantigas de Escárnio: críticas indiretas sem citação de nomes.
Cantigas de Maldizer: críticas diretas com citação de nomes.
Período: 1434-1527
Escola Literária de Transição da emoção para a razão.
Transição do Teocentrismo para o Antropocentrismo (homem no centro de todas as coisas).
Literatura: Gil Vicente (teatro) e Fernão Lopes (crônicas).
Teatro: Gil Vicente retratava a sociedade portuguesa por meio de suas "Farsas" (teatro satírico e cômico que critica a sociedade) e por meio de "Autos", como o "Auto da Barca do Inferno" (tema religioso).
Crônicas (textos documentais e históricos): Fernão Lopes - registro da história e dos costumes da época.
Período: 1527 a 1580
Fortalecimento do antropocentrismo, racionalismo, universalismo (temas universais) e das ciências iniciados no Humanismo.
Busca pela perfeição formal (com sonetos e versos decassílabos).
Destaque: Camões: poesia lírica - sonetos (poema de forma fixa). Grande Epopeia "Os Lusíadas" - obra considerada "A Bíblia da Nacionalidade Portuguesa".
O Barroco expressa a Contrarreforma, tentando revalorizar a religiosidade. Os seres dessa época estavam em dúvida entre a fé medieval e a razão renascentista. O contraste, a dúvida, o conflito são plavras de ordem. O homem barroco peca, peca e depois pede perdão, em face do temor que sente pelo inferno, mas ao mesmo tempo quer aproveitar a vida, o que configura a dualidade céu/inferno e fé (emoção)/razão.
Início: 1580 (ano da morte de Camões).
Término: 1756 (ano da fundação da Arcádia Lusitânia).
Principal representante: Padre Antônio Vieira.
Obras de Padre Antônio Vieira: Sermão pelo Bom Sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda (1640), Sermão de Santo António aos Peixes (1654), Sermão da Sexagésima (1655), Sermão do Bom Ladrão (1655).
Características do Barroco: temas religiosos e profanos; dualidade e complexidade; utilização de figuras de linguagem; uso de contrastes e conflitos; teocentrismo versus antropocentrismo; cultismo e conceptismo.
Cultismo: jogo de palavras (influenciado pelo poeta espanhol Gôngora)- apresenta linguagem rebuscada.
Conceptismo: jogo de ideias e conceitos (baseado na poesia do espanhol Quevedo) - apresenta racionalismo e pensamento lógico.
O Arcadismo, Setecentismo (os anos 1700) ou Neoclassicismo expressa valores burgueses, preparando o caminho para a Revolução Francesa. No início do século XVIII, ocorre a decadência do pensamento barroco por conta de fatores como exagero da expressão barroca, da arte cortesã e o surgimento das primeiras arcádias. Os burgueses cultuam o bom selvagem, em oposição ao homem corrompido pela sociedade do velho regime monárquico.
Em Portugal, o Arcadismo estende-se desde 1756, com a Arcádia Lusitana, até 1825, com a publicação do poema "Camões", de Almeida Garrett, considerado o marco inicial do Romantismo português.
Dentre os autores que se destacaram no Arcadismo, citam-se Domingos Caldas Barbosa, Correia Garção, Marquesa de Alorna, Nicolau Tolentino e Manuel Maria Barbosa du Bocage.
Contexto Histórico
Em meados do século XVIII, surge na Europa